Considerado por muitos um marco no mundo da aviação militar de combate o Lockheed Martin F22 Raptor cultivou inúmeros fãs, mas ao que parece nem tudo é perfeito na projecção e construção deste avião de combate de última geração. Alguns dos pilotos da Força Aérea dos EUA que pilotam o F22 Raptor tem sentido alguns sintomas de hipóxia, e tudo leva a crer que o causador destes sintomas é o revestimento especial stealth que equipa a aeronave.

Segundo a Força Aérea dos EUA o F22 Raptor consegue levar para o campo de batalha funcionalidades que nenhum outro caça a jacto dos EUA consegue, isto tudo através da sua tecnologia stealth que é uma forma de enganar os radares dificultando a sua detecção. Mas foi levantada uma hipótese preocupante acerca dos materiais que tornam o F22 Raptor tão furtivos estarem relacionados com os problemas de hipóxia sentidos pelos pilotos.

Os investigadores da USAF (United States Air Force) estão a analisar a possibilidade de se estarem a infiltrar substâncias tóxicas no fornecimento de ar ao piloto, tornando-se esta a principal teoria para os sintomas de hipóxia sentidos pelos pilotos. Uma outra possibilidade é o deficiente fornecimento de ar aos pilotos.

O engenheiro chefe Pierre Sprey que também esteve envolvido na projecção do caça F16 tem sido um dos maiores críticos do F22 Raptor afirma que existem muitas possíveis fontes de vapores tóxicos num avião caça como o F22 Raptor, que podem ir desde o fluído hidráulico até plásticos sobre-aquecidos.

Pierre Sprey crê que os sintomas sentidos pelos pilotos são derivados do revestimento furtivo stealth que compõe a fuselagem do F22 Raptor, e os sintomas sentidos pelos pilotos persistem muito para além do termino da missão ficando conhecida como “Tosse Raptor”. Sprey diz ainda que estes sintomas são exclusivos do F22 Raptor e que muito provavelmente a causa está relacionada com os adesivos nocivos com que são unidas as camadas que compõem o revestimento stealth.

O porta voz do senador Mark R. Warner disse que a causa levantada acerca do revestimento stealth vem de pessoas credíveis, isto depois do senador ter ouvido vários pilotos do caça F22 Raptor e médicos de voo da Força Aérea dos EUA que levantaram dúvidas quanto à aeronave.

Apesar de todos os alertas dados pelos pilotos acerca dos sintomas de hipóxia sentidos em voo, a USAF afirma que não existem evidências clínicas que comprovem que o Raptor deixe os pilotos doentes, tendo outras explicações para a tosse persistente após os voos e a desorientação sofrida durante o voo.

Até a data continuam as investigações dos 11 caso “inexplicáveis” de hipóxia que ocorreram desde Setembro do ano passado, mesmo depois de a aeronave ter estado em terra durante 4 meses devido a casos de hipóxia sentidos anteriormente que levaram à suspensão dos voos de toda a frota de caças F22 Raptor, até que em Setembro a USAF voltou a permitir os voos com estas aeronaves mesmo sem ter detectado a fonte do problema embora tenham sido tomadas medidas de segurança adicionais e de monitorização dos pilotos.

Os investigadores acreditam que o problema pode ter multiplas fontes, e que podem estar relacionados de alguma forma mas o que é certo é que ninguém sabe a real causa do problema.

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