Aérospatiale SA-330 Puma

Numa altura em que se ouve que o Ministério da Administração Interna propõe trocar os helicópteros pesados de combate a incêndios Kamov Ka-32 de origem Russa pelos helicópteros Aérospatiale SA-330 Puma propriedade da Força Aérea Portuguesa, irei apresentar uma pequena descrição acerca dos dois helicópteros e sobre as suas vantagens e desvantagens.

Os Aérospatiale SA-330 Puma eram construídos na empresa Aérospatiale em França. A Força Aérea Portuguesa adquiriu em 1970 13 destas aeronaves devido à necessidade de uma maior capacidade de carga e transporte de pessoal durante a Guerra do Ultramar. Actualmente os helicópteros SA-330 Puma da Força já não cumprem serviço, tendo sido oficialmente retirados do activo a 3 de Fevereiro de 2006, sendo substituídos pelos Agusta-Westland EH-101 Merlin.

O Aérospatiale SA-330 Puma é um helicóptero de transporte médio, bi-motor que usa um trem de aterragem tipo triciclo retráctil com rodas duplas em cada unidade e usa um rotor principal de 4 pás.

Ficha Técnica:

 

Os helicópteros SA – 330 Puma pertencentes à Força Aérea Portuguesa estavam destacados na Esquadra 751 – Pumas, que tinham como objectivo executar missões de evacuação sanitária e executar operações de transporte aéreo geral.

Os Aérospatiale SA-330 Puma são helicópteros médios de transporte bastante manobráveis e fiáveis e capazes de voar seja de dia ou de noite, o que sempre foi demonstrado nas acções executadas ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

Actualmente os Aérospatiale SA-330 Puma já estão fora de serviço, mas poderão voltar ao activo no combate aos incêndios florestais substituindo os 6 Kamov Ka-32 adquiridos em 2006 que por sua vez poderão ser vendidos reembolsando uma grande parte dos 43 milhões de euros que estes custaram em 2006, que por sua vez teriam de ser gastos na transformação dos velhos Aérospatiale SA-330 Puma.

Apesar de uma significativa menor capacidade de carga suspensa (Máximo de 3200 Kg contra os 5000 Kg dos Kamov Ka-32) os SA – 330 Puma são já propriedade nacional, mas já tem uma idade considerável para concorrer com o Kamov Ka-32 que são quase novos, além de que os SA – 330 Puma necessitam de longas e constantes paragens para manutenção e transforma-los em aeronaves de combate a incêndios seria muito dispendioso e a operacionalidade sairia bastante prejudicada.

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